Atualização - Upgrade de BIOS - Parte 1

Ademir Franco | 14:11 | 0 comentários

Atualização - Upgrade de BIOS

A atualização (Upgrade) de BIOS tem por finalidade adicionar suporte a novos dispositivos, tendo os maiores exemplos o suporte a novos processadores e o suporte a HDs de maior capacidade, e corrigir incompatibilidades, tanto de hardware quanto de software. Como algum bug que torna o sistema instável com determinado modelo de placa de vídeo, ou que faça determinado sistema Windows ou Linux funcionar de forma errônea. Paralelamente, podem haver algumas outras mudanças, como adição de opções ao Setup.

Memória RAM e ROM

Existem duas classes de memórias usadas nos computadores: RAM (Random Acess Memory) e ROM (Read-Only Memory). A RAM precisa ser alimentada para manter os dados nela gravados e estes podem ser alterados, enquanto a ROM não precisa de alimentação para guardar dados bem como não pode ter seus dados alterados. As memórias usadas para armazenar BIOS em placas-mãe são um tipo de ROM que permitem alteração de seu conteúdo.

BIOS, Setup e POST

Toda placa-mãe possui uma memória ROM onde fica gravado a primeira camada de software do computador. Este software chama-se BIOS (Basic Imput Output System, ou  Sistema Básico de Entrada e Saída). Cabe ao BIOS inicializar todos os dispositivos básicos do sistema (processador, chipset, placa de vídeo, unidades de disco) e em seguida entregar o comando ao sistema operacional. Setup é o programa de configuração do BIOS. POST (Power-On Self Test) é um programa de diagnóstico embutido no BIOS, que é executado logo que a máquina é ligada. Serve para checar os principais componentes de hardware, além do próprio código do BIOS, antes de prosseguir com o boot.

RTC e NVRAM

O relógio que configuramos no Setup não é um componente do BIOS. Existe um circuito dedicado para este fim, chamado RTC (Real Time Clock - Relógio de Tempo Real).

Para armazenar as configurações que fazemos no Setup existe uma pequena memória RAM (tipicamente de 128 ou 256 bytes) chamada NVRAM (Non-Volatile Random Access Memory - Memória Não-Volátil de Acesso Aleatório), também conhecida por Memória CMOSO termo "Memória CMOS" vem de Complementary Metal Oxide Semiconductor (Semicondutor de Óxido Metálico Complementar), que é a tecnologia usada para fabricar a NVRAM. Como a NVRAM é uma memória RAM, precisa ser energizada para não perder seus dados, o que é feito por uma bateria presente na placa-mãe.

Ambos, o circuito RTC e a NVRAM, nas placas antigas, consistiam em um circuito integrado dedicado. Hoje em dia, fazem parte do chipset, especificamente a ponte sul.

Quando realizamos um 'Clear CMOS' o que o jumper faz é interromper a alimentação da memória NVRAM. Sendo ela uma memória RAM, ao ter sua alimentação cortada, perde todos os dados armazenados. Assim, ao restabelecermos a alimentação (jumper na posição normal) e ligarmos a placa-mãe, o Setup irá identificar que não existe configuração salva na memória e emitirá um aviso de "Checksum Bad", informando que a soma de verificação dos dados anteriormente gravados não correspondem aos atuais. Podemos usar a opção para carregar as configurações padrão e então reconfigurar o que for necessário no Setup.

Informações DMI (Desktop Management Interface) - que identificam o fabricante, o modelo, e a organização dos dispositivos Plug & Play (ESCD - Extended System Configuration Data) são armazenadas no próprio chip flash ROM, em dois blocos chamados DMI Block e ESCD Block, respectivamente.

Tipos de Memória ROM

PROM (Programable ROM): Memória ROM programável, aceita uma única gravação; portanto, depois de programada  não há como alterar seu conteúdo. Chamada também de OTP (One Time Programmable) ROM.

EPROM (Erasable Programable ROM): Memória ROM programável e que pode ser apagada aplicando-se luz ultra violeta numa pequena janela transparente localizada em sua superfície, assim o circuito pode ser regravado através de equipamento especial.

EEPROM ou E2PROM (Electric Erasable Programable ROM): pode ser apagada eletricamente, por isso pode ser regravada sem o uso de equipamento especial.

Flash ROM: Difere da EEPROM em três características: utiliza tensões de apagamento menores, o apagamento é mais rápido e não há possibilidade de se apagar apenas um endereço. Este tipo de circuito é o mais usado em placas-mãe para armazenamento do BIOS. Chamadas de "Parallel Flash ROM", são comuns tanto no formato DIP-32 quanto PLCC-32. Hoje, entretanto, são mais comuns tipos de Flash ROMs que usam barramentos seriais, como:

Flash ROM LPC: As memórias Flash ROMs usavam originalmente um barramento paralelo (tipicamente 8 bits) para comunicar-se com o sistema usando o barramento ISA. Em 1997, a Intel criou o barramento LPC (Low Pin Count), um barramento serial de dados, para substituir o ISA na comunicação de todos os componentes "lentos" de entrada/saída, como o BIOS e dispositivos acessados através de um chip Super I/O (drive de disquete, portas PS/2, paralela, serial, etc). Sua vantagem é usar menos linhas de dados e possuir melhor velocidade, o que facilita o projeto para os fabricantes, além de abandonar o arcaico ISA. A maioria dos chips Flash ROM LPC usa o formato PLCC-32.

Flash ROM FWH: FWH (Firmware Hub) é uma modificação na interface do barramento LPC, que mantém compatibilidade com a interface original. Ao contrário do barramento LPC, que é uma especificação aberta livre de royalties, a interface FWH é uma tecnologia proprietária da Intel. Por isso, apenas algumas placas com chipsets Intel usam chips Flash ROM FWH.

Flash ROM SPI: Mais recentemente, placas mãe fabricadas a partir de 2006 passaram a utilizar Flash ROMs que usam o barramento SPI (Serial Peripheral Interface), também serial. A diferença é que os chips SPI são menores, usando geralmente o formato DIP-8.


Categoria: Técnicas de manutenção

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